RIBEIRÃO PRETO – SP
AGOSTO 2019

A Polícia Civil investiga o desaparecimento da estudante Thamirys Silva da Hora, de 14 anos, após deixar a casa da família dizendo que iria à escola em Ribeirão Preto (SP).
O pai da jovem disse suspeitar que ela tenha sido levada pela mãe ou pelo ex-companheiro dela.
O delegado Rodolfo Latif Sebba, do setor de homicídios e pessoas desaparecidas da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), informou que o caso está sob sigilo, mas os investigadores realizam diligências na tentativa de localizar a adolescente.
Em depoimento à Polícia Civil, o pai da estudante, um aposentado de 61 anos, contou que possui a guarda provisória da filha.
Na quarta-feira 07/08, a jovem saiu de casa por volta de 6h45, horário em que costuma ir à escola, mas não voltou para casa.
No colégio, o aposentado foi informado que Thamirys não compareceu às aulas naquele dia.
Os amigos também não souberam informar o paradeiro da estudante. O pai relatou ainda que notou a falta de alguns documentos pessoais da filha.
Ainda em depoimento, o aposentado disse que suspeitava do envolvimento da ex-mulher, que mora em Brejo Santo (CE), no desaparecimento. Entretanto, ele entrou em contato com conhecidos e foi informado que a casa dela está fechada e vazia.
Diante dessa negativa, a família passou a suspeitar que a jovem tenha sido levada para a casa do atual companheiro da mãe dela, em Minas Gerais.
Mas, ninguém conseguiu manter contato com Thamirys pelo celular e redes sociais na internet.
“Ela não sai nem para ir à padaria, à esquina de casa, sempre com alguém”, disse a irmã, Cristiane da Hora dos Santos, em entrevista ao ACidade On Ribeirão.
“Ela tinha comentado na escola que a mãe estava em Minas Gerais, mas a minha mãe mora no Ceará”, completa.
Cristiane contou que a irmã foi abusada sexualmente pelo companheiro da mãe, em 2017.
O homem chegou a ser preso pelo crime, mas foi colocado em liberdade há cerca de um mês. A família teme o envolvimento dele no desaparecimento de Thamirys.
“A gente acredita que ela foi levada, porque um vizinho falou que viu ela entrando em um carro, só que não lembra a cor do carro e nem a placa.
Ela estava muito no celular dela, trancada no quarto muito tempo no telefone, estava se isolando”, afirmou.

FONTE DA NOTÍCIA: G1 SP