Violência teria sido motivada por provocação em sala de aula; delegado Manoel Wanderley apura ocorrido

Um inquérito policial foi instaurado para apurar uma briga entre dois estudantes ocorrida na terça-feira (5), na Escola Estadual Professor Manoel Gentil, em Satuba, na Região Metropolitana de Maceió.
O jovem C. H., de 17 anos, teria se revoltado com um colega após uma suposta provocação em sala de aula. A vítima é L.A.S., de 15 anos.
O delegado responsável pelo caso, Manoel Wanderley, do 14º Distrito Policial de Satuba, vai investigar a agressão. O pedido partiu do promotor Lucas Sacshida.
“Um professor teria feito uma pergunta a uma aluna durante a aula e os dois jovens envolvidos na briga responderam.
O professor repreendeu um deles, alegando ter perguntado à aluna e não a ele.
O menino então apontou para o outro, que também teria respondido e não foi repreendido”, contou o delegado, citando que essa teria sido a motivação da agressão.
C.H. teria ameaçado o outro jovem. A briga ocorreu após a aula, na porta da escola.
Um terceiro jovem filmou a briga. “Ele afirmou que filmava para tentar parar a agressão e ter provas.
Vamos ouvir os pais dele e tentar obter mais testemunhas que possam atestar isso”, acrescentou Manoel Wanderley.
O delegado disse ainda que o jovem também pode ser indiciado.
Paulo Gomes, pai do jovem responsável pela agressão, falou com a imprensa e afirmou que o que aconteceu foi um fato isolado, destacando que o filho dele é uma pessoa boa e nunca se envolveu em nenhum caso de polícia.
“Meu filho não é nenhum bandido. É uma pessoa de bem, um menino bom. Isso que aconteceu foi uma coisa de adolescente, um fato isolado.
Inclusive, a família do jovem que ele agrediu frequenta a minha casa”, destacou Paulo.
Ele disse ainda que o filho dele deve ser responsabilizado pelo ato violento e que o jovem agredido não tem necessidades especiais, informação que circula nas redes sociais.
Paulo disse ainda que, após a publicação do vídeo nas redes sociais, muitas ameaças surgiram e que ele ficou preocupado com o que possa vir a acontecer.
O caso será acompanhado pelo Conselho Tutelar e pelo Conselho Escolar.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação, que não respondeu até o fechamento dessa matéria.
Com informações gazetaweb. globo