Prefeito é assassinado com três tiros durante caminhada no interior do Ceará

As investigações policiais devem ser tocadas por delegacia regional com objetivo de identificar o assassino e saber sobre a motivação do crime.

O prefeito de Granjeiro, a 449 km de Fortaleza, João Gregório Neto, conhecido João do Povo, foi assassinado na manhã desta terça-feira, véspera de Natal, com três tiros quando fazia caminhada no entorno do açude Junco, no município.

Segundo a Polícia, um homem, ainda não identificado, abordou o prefeito e disparou três tiros.
As investigações policiais devem ser tocadas por delegacia regional com objetivo de identificar o assassino e saber a motivação do crime.

Alvo da Operação Bricolagem que apurou fraudes em licitações
Em julho deste ano, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, deferidos pelo Tribunal Regional Federal 5ª Região (TRF-5): três no município de Farias Brito e um em Várzea Alegre.

Ação foi dentro da 2ª fase da Operação que investiga fraudes em licitações e desvio de verbas federais em Granjeiro.

Foram recolhidos computadores, celulares e documentos. A ação policial ocorreu em três empresas e em uma residência. Um dos alvos da operação foi um assessor direto de João Gregório.

A primeira fase da Operação se deu em novembro de 2018. A PF informou, na época, que João Gregório havia movimentado mais de R$ 26 milhões em uma conta de um familiar que era beneficiado por aposentadoria rural.

Em cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do então prefeito, a PF encontrou R$ 213 mil escondidos em caixas de sapato. A sede da Prefeitura também foi averiguada.

A delegada da Polícia Federal, Josefa Maria Lourenço, disse, à época, que as empresas vencedoras da licitação não executavam as obras de reforma das escolas do município, e sim o próprio João de Deus era quem articulava.

“Ele mesmo se encarregava de comprar material, determinar execução, contratava pessoas”, informou a delegada. Os contratos com as empresas que deveriam realizar as obras totalizavam mais de R$ 5 milhões.

Com informações- João do Povo