Mulher é presa suspeita de matar a filha de 2 anos com uso de remédios controlados em Passos

Uma mulher foi presa suspeita de matar a filha de 2 anos em Passos (MG).

O crime aconteceu na tarde deste domingo (8) em uma comunidade rural que fica a 29 Km da cidade.

A suspeita da polícia é que a mulher tenha dado remédios contra a depressão para a criança. Conforme a polícia, a mãe confessou o crime.

Segundo o boletim de ocorrência, a avó da criança teria encontrado a menina já desacordada e com um travesseiro sobre a cabeça.

Ainda conforme o boletim, o Samu encontrou com a família a caminho da cidade. Quando a criança foi transferida para a ambulância, ela já não tinha sinais vitais.

Segundo a Polícia Militar, uma vizinha contou que sabia que a mãe dava remédios para a menina dormir e que chegou a ver a criança com sinais de tonturas.

“Há indícios de asfixia, nós não sabemos se a asfixia foi provocada por um agente externo, asfixia mecânica com utilização de um travesseiro ou por meio de medicamento, a gente acredita que houve utilização sim de um remédio que é proibida a sua venda sem a devida receita, vamos estudar isso”, disse o delegado regional Marcos Pimenta.

Na delegacia, a mãe da criança disse à polícia que entrou em depressão após o fim do casamento e que queria matar a filha e se matar em seguida.

“A motivação ela alegou no seu depoimento que foi face ao término do relacionamento com o pai da criança, que acabou indo para o Estado de São Paulo e ela acabou optando inicialmente por maus-tratos da sua filha, relatos da própria vó disseram que a criança estava sendo negligenciada tanto nos aspectos de alimentação, banho, etc e que na data de ontem, após uma discussão com seu marido, ela disse que iria acabar com a própria vida e com a vida da criança”, disse o delegado.

De acordo com a assessoria da Secretaria Estadual de Administração Prisional, a mulher foi transferida do Presídio de São Sebastião do Paraíso para o Presídio de Monte Santo de Minas.

A criança foi sepultada no Cemitério Municipal de Passos. O laudo do IML com a causa da morte deve sair em 30 dias.

https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2020/03/09/mulher-e-presa-suspeita-de-matar-a-filha-de-2-anos-com-uso-de-remedios-controlados-em-passos-mg.ghtml

Diretora humilha aluno pobre e obriga a usar uniforme com nome “emprestado”

A diretora da Escola Estadual Germano Benencase, que fica localizada no Jardim da Alvorada, humilhou um aluno com baixa condição financeira.

No início do ano geralmente os pais precisam comprar uma blusa de uniforme no valor de 30 reais.

No entanto, a mãe do referido aluno, não tinha o dinheiro e a diretora da escola tomou medida desprezível.

A diretora obrigou o aluno a usar uma camisa com o nome “emprestado” e isso refletiu na forma com que os colegas olhavam para o filho de Henrique Pereira.

O pai conta que o filho ficou constrangido e não quer mais voltar a escola.

Em nota a diretora contou que adota essa medida porque ver muitas crianças que “desfilam” com celulares de última geração e os pais dizem que não tem 30 reais para comprar o uniforme.

https://brasilacontece.net.br/diretora-humilha-aluno-pobre-e-obriga-a-usar-uniforme-com-nome-emprestado/

Layane Dias: “Fiquei paraplégica por causa de um piercing”

O acessório provocou infecção na medula óssea da brasiliense e a deixou dependente de cadeira de rodas.

Como toda jovem de 20 e poucos anos, Layane Dias estava ansiosa para iniciar a vida profissional e concretizar o sonho de viajar pelo mundo.

Inesperadamente, ela viu seus planos serem interrompidos por um grave problema de saúde: uma infecção na medula óssea causada após colocar um

piercing no nariz.

A reação extremamente rara à perfuração, amplamente realizada por jovens e adultos para fins estéticos, quase tirou a vida da brasiliense.

Como sequela, a deixou refém de cadeira de rodas. Em entrevista ao Metrópoles, Layane lembra o episódio que chama de “divisor de águas”, e conta como resgatou a autoestima com a ajuda do esporte e das redes sociais.

Aos 22 anos, a moradora de Planaltina não se culpa. Pelo contrário. Lança luz à efemeridade da existência.

“Tudo que somos e conhecemos pode mudar em um piscar de olhos. Foi o que aconteceu comigo. Decidi colocar o piercing em junho de 2018. Uma semana após a aplicação, notei uma bolinha vermelha ao lado do acessório”.

“Não levei a sério por deduzir ser uma espinha. Mal sabia que aquele era o primeiro indício de uma severa infecção”, rememora.

O primeiro sinal de que algo não estava bem veio em forma de inflamação no nariz, tratada por Layane como espinha.

“Sorte que não a estourei! Se tivesse mexido nela, a infecção poderia ter se espalhado para a face”, revela

a espinha desapareceu, mas outro sintoma, mais intenso e doloroso, veio à tona.

“Comecei a sentir fortes dores nas costas e no pescoço. Creditei o desconforto a uma noitada de curtição que tive com as amigas. Nunca imaginei que o incômodo pudesse estar atrelado ao acessório”, revela.

Em uma semana, a suposta espinha desapareceu, mas outro sintoma, mais intenso e doloroso, veio à tona.

“Comecei a sentir fortes dores nas costas e no pescoço. Creditei o desconforto a uma noitada de curtição que tive com as amigas. Nunca imaginei que o incômodo pudesse estar atrelado ao acessório”, revela.

A intensidade dos incômodos se agravou. Layane decidiu ir ao médico pela primeira vez após a aplicação do adereço.

“Fizeram um raio-X, que não apontou nada, mas eu sentia muita dor”

Ela tomou um coquetel de remédios e uma injeção para aliviar o mal-estar e voltou para casa, sem grandes respostas em relação às possíveis causas do desconforto.

Dias depois, após se consultar com outros médicos e, mesmo assim, não se sentir melhor, a jovem sentiu as pernas fraquejarem e pediu ajuda à mãe para tomar banho.

Em seguida, foi a uma igreja perto de casa. Espirituosa, pediu para que o desconforto cessasse.

“Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais senti minhas pernas.”

Cinquenta e sete dias de internação

Naquele momento, a jovem foi levada às pressas ao Hospital de Base, onde há melhores equipamentos, se comparado ao Hospital Regional de Planaltina, frequentado por ela anteriormente.

No centro de saúde, fizeram uma bateria de exames e identificaram uma infecção pela bactéria.

Staphylococcus aureus, que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea.

À época, a jovem não podia suspeitar que aquele era o início de uma jornada de 57 dias de internação.

Layane passou por uma ressonância magnética que alertou a presença de 500 mililitros de pus em três vértebras da medula espinhal.

Ela passou por uma cirurgia de urgência para a retirada do líquido. Após a intervenção cirúrgica, foi diagnosticada com paralisia nas pernas.

“Estava muito assustava e sem saber o que havia motivado a paralisia. Só associei a lesão ao piercing quando o médico perguntou se tive alguma ferida recente no nariz, porque essa bactéria é comumente desenvolvida nas fossas nasais.

Foi então que contei a ele que havia colocado o acessório, no mês anterior”, recorda.

“Ao ouvir minha resposta, ele disse: o adereço foi a porta de entrada da bactéria no seu corpo. Aquelas palavras me deixaram devastadas”, relata.

O quadro começou a fazer sentido para Layane quando ela se lembrou de ter tido sangramento no momento da perfuração do piercing, fato que indica que o profissional que aplicou o acessório atingiu um de seus vasos sanguíneos.

Outro detalhe que, até então, havia passado despercebido por ela era a qualidade da joia. “Quando mostrei a peça ao médico, ele afirmou que tratava-se de uma bijuteria enferrujada”, relembra.

Segundo o infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame, um piercing, mesmo esterilizado, pode ser a porta de entrada ideal para bactérias como a Staphylococcus aureus, um micro-organismo invasivo que, em casos severos, pode causar septicemia (infecção generalizada).

“Casos como o dessa paciente são raros, mas possíveis. Muitos subestimam as complicações de um piercing. Não deveriam. Além de realizar o procedimento em estúdio seguro, é preciso ter atenção à limpeza em casa para garantir a cicatrização correta”, alerta o especialista.

Além de realizar o procedimento em estúdio seguro, é preciso ter atenção à limpeza em casa para garantir a cicatrização correta”, alerta o especialista.

Essa bactéria ganhou grande destaque na mídia ao causar a morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2019.

O menino faleceu justamente por uma infecção generalizada provocada pelo micro-organismo.

Nova vida

“Quando estava prestes a sair do hospital, uma psicóloga veio conversar comigo. Contei a ela que tinha medo dos outros sentirem pena de mim.

Foi quando ela me disse: ‘as pessoas só sentem pena de cadeirantes tristes. Por isso, demonstre alegria’. Aquilo mexeu comigo.”

Após os quase dois meses de internação, Layane teve que reaprender a viver na cadeira de rodas.

“Sempre fui muito vaidosa e não pensei que poderia ser plenamente feliz sem andar. Mas o incidente veio acompanhado de muita maturidade. Revi vários conceitos e me tornei uma pessoa melhor. Hoje, posso dizer que a minha menor mudança foi a paralisia”, diz.

Apesar de perder o namorado – que não deu apoio à companheira -, ver a mãe largar o emprego para cuidar dela e interromper o curso universitário de Relações Públicas, a jovem mantém sorriso fácil e otimismo.

Compartilha toda essa boa energia no Instagram, rede social na qual é seguida por 55 mil pessoas.

“Decidi relatar o meu caso e abrir o meu perfil quando completei um ano como paraplégica.

O resultado? Dormi com dois mil seguidores e acordei com 16 mil. Muitas pessoas se chocaram e compartilharam a minha história, que viralizou. Daí em diante, a página só prosperou.”


Além de dividir o dia a dia e receber mensagens motivacionais na plataforma, Layane se ampara no esporte para sentir-se bem e resgatar a autoestima.

Pratica handebol, natação e basquete ao lado de outros cadeirantes. Faz, também, sessões frequentes de fisioterapia.

Contrariando as expectativas médicas, ela crê que voltará a andar.
“Tenho muitos sonhos.

Quero voltar a andar, conhecer o mundo, terminar o curso de Relações Públicas e me tornar uma porta-voz de superação. Este é só o começo”, acredita.

Até pouco tempo, Layane não planejava tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing.

No entanto, reavaliou a postura e, agora, cogita processa-lo. “Eu optei por não falar sobre ele até o momento. Pensava: ‘isso não me fará voltar a andar’.

Porém, venho analisando a possibilidade de mover um processo com a ajuda de um advogado.

Afinal, outros clientes podem estar correndo risco e, caso ganhe, a indenização ajudará nos custos dos meus tratamentos”, afirma.

Ela vive com a mãe, o tio e avó em uma casa em Planaltina, uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Atualmente, a única renda da família é a aposentadoria da anciã.

Cuidados redobrados

O quadro de Layane Dias é extremo, mas sequelas um pouco menos graves, como deformidades, não são incomuns em pacientes com piercings inflamados.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa, 24, é uma das jovens que vivenciou o problema.

Após aplicar o quinto adorno no corpo, desta vez orelha, a brasiliense sentiu a região vermelha, inchada e latejando no dia seguinte à aplicação.

“Como estava acostumada com piercings, sabia que a reação não era normal. Tirei a joia, mas as dores não amenizaram”.

“Tomei diversos antibióticos e drenei a orelha algumas vezes, mas nada resolvia permanentemente. Até que tive que ser internada.

Passei 12 dias no hospital e fiz uma cirurgia para retirada da cartilagem necrosada”, conta.

Os médicos acreditam que o problema, manifestado tão rapidamente, tenha sido provocado por falta de higiene por parte do profissional que realizou a perfuração.

“Tomei diversos antibióticos e drenei a orelha algumas vezes, mas nada resolvia permanentemente.

Até que tive que ser internada. Passei 12 dias no hospital e fiz uma cirurgia para retirada da cartilagem necrosada”, conta.

Os médicos acreditam que o problema, manifestado tão rapidamente, tenha sido provocado por falta de higiene por parte do profissional que realizou a perfuração.

À época, o episódio afetou drasticamente a autoestima de Fernanda.

“Com o tempo, aprendi a lidar com a situação e, atualmente, sou muito bem resolvida com ela.

Só não quero mais saber de piercings”, garante, afirmando que não cogita realizar cirurgia reparadora para melhorar a estética da orelha.

Cícero Freitas, profissional com 35 anos de experiência em tatuagens e piercings e dono do estúdio Cicero Tattoo, dá alguns conselhos para evitar problemas com a perfuração.


“É muito importante escolher um estúdio de confiança e que siga as regras de assepsia”, aconselha.

De acordo com o especialista, outra dica importante é não descuidar em casa.
“Em alguns casos, os clientes adquirem infecções pelo mal cuidado em domicílio. Por isso, é extremamente relevante atentar-se à higienização”, finaliza.

Para quem curte o acessório, mas tem receio de furar, uma boa opção são os piercings de pressão, encontrados facilmente em joalherias e lojas de bijuteria país afora.

https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/comportamento/layane-dias-fiquei-paraplegica-por-causa-de-um-piercing